segunda-feira, 13 de abril de 2015

Paint.NET



    Existem imensas ferramentas de edição de imagem, o que não é a mesma coisa do que dizer "edição de fotos", como no caso do Picasa, mas praticamente todas sofrem de problemas, umas são muito completas mas demasiado complexas para o utilizador comum, ou então são demasiado simples e acabam por não servir para nada.

      O Paint.net é, neste âmbito, uma excelente surpresa, uma vez que os seus criadores têm desde o início a noção de que é preciso criar um equilíbrio entre funcionalidade e facilidade de utilização, não oferecendo "de menos" mas também não sobrecarregando o programa com coisas "de mais".

     O programa começou por ser um projecto escolar dos alunos da Escola de Engenharia Eléctrica e Ciência da Computação (SEECS) da Universidade do Estado de Washington (WSU), o qual foi apadrinhado desde o início pela Microsoft.

    A ideia era a de criar um substituto mais potente para o vetusto MS Paint, a ferramenta de edição de imagem "muito" básica que acompanhou e acompanha as primeiras versões do Windows.

Utilização

     À primeira vista, a interface do programa lembra a do profissional Photoshop, da Adobe, mas ao começarmos a explorar os diferentes menus e opções cedo descobrimos que o programa é muito mais simples naquilo que oferece « mas, também, muito mais fácil de usar.

    Aquilo que mais distingue o Paint.NET do Paint e outras ferramentas de edição de imagem mais básicas é o suporte para camadas (layers). Trata-se de uma tecnologia que foi popularizada pelo já referido Photoshop e que consiste na possibilidade de criar uma imagem compósito a partir de várias imagens sobrepostas em camadas. O Paint.NET não suporta o formato do Photoshop com suporte para camadas(o formato PSD) mas sim um formato proprietário, chamado PDN.

    De qualquer forma, uma vez criada a imagem com camadas, o resultado final pode ser sempre gravado num formato mais convencional, como TIFF ou JPEG.
    O programa possui outras particularidades, como o facto de as diversas paletes de ferramentas possuírem atributos de transparência e só se tornarem opacas quando lhes passamos o cursor por cima, o que é óptimo para não bloquear a imagem de fundo.
     Outras ferramentas incluem a remoção de olhos vermelhos em fotografias e diversos tipos de ajustes (cor, brilho, contraste, etc.) e efeitos. Há ainda outros detalhes simpáticos, como a pré-visualização dos resultados da compressão quando pretendermos gravar uma imagem no formato JPEG.

Conclusão

      Quem trabalha com o Photoshop nos dias de hoje, se sentirá à vontade com o Paint.NET e dificilmente precisarão de mais do que é aqui oferecido. Quem preferir uma ferramenta simples para edição e retoque de fotografias, provavelmente ficará pelo Picasa. Contudo, o Paint.NET oferece muito mais controlo e flexibilidade sobre os resultados, desde que saiba para que servem os diferentes filtros de efeitos e como os utilizar.

        Decidi descrever um artigo sobre este programa porque penso que é um programa que merece ser lembro, por toda a sua história. Espero que tenham gostado, compartilhem e dêem a sua opinião.

Até a próxima semana. 


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